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SAUDE GERAL 2 min de leitura

IMC normal não significa necessariamente baixo risco cardiovascular, aponta estudo

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Publicado em 20 de Agosto, 2026

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IMC normal não significa necessariamente baixo risco cardiovascular, aponta estudo

Pesquisa publicada no Journal of the American College of Cardiology acompanhou mais de 260 mil pessoas por cerca de 20 anos e reforça a importância de observar a gordura abdominal, além do peso e da altura.

Ter um Índice de Massa Corporal (IMC) dentro da faixa considerada normal não significa, necessariamente, apresentar baixo risco de doenças cardiovasculares. É o que aponta um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology (JACC), que analisou mais de 260 mil pessoas ao longo de aproximadamente 20 anos.

A pesquisa avaliou a relação entre o IMC e medidas relacionadas à gordura abdominal, como a circunferência da cintura e a relação cintura-quadril. Os resultados indicaram que pessoas classificadas como tendo peso normal pelo IMC, mas que apresentavam maior concentração de gordura na região abdominal, tinham risco cardiovascular mais elevado.

Segundo o American College of Cardiology, indivíduos com peso considerado normal, mas com adiposidade central aumentada, apresentaram maior risco para a maioria dos desfechos analisados. O estudo considerou nove eventos, entre eles infarto fatal e não fatal, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, fibrilação atrial, doença coronariana e mortalidade cardiovascular.

Por que a barriga importa?

O IMC é calculado a partir do peso e da altura. Apesar de ser uma medida amplamente utilizada, ele não mostra como a gordura está distribuída pelo corpo.

A gordura concentrada na região abdominal, especialmente a gordura visceral, está associada a alterações metabólicas e a um maior risco cardiovascular. Por isso, medidas como a circunferência da cintura podem fornecer informações adicionais que não aparecem quando se considera apenas o IMC.

O próprio American College of Cardiology destaca que a circunferência da cintura e a relação cintura-quadril podem ajudar a identificar riscos que o IMC isoladamente não consegue captar.

O que o estudo reforça

A principal mensagem da pesquisa não é que o IMC deixou de ser útil, mas que ele não deve ser analisado isoladamente quando o objetivo é avaliar o risco cardiovascular.

Uma pessoa pode estar dentro da faixa considerada normal pelo IMC e, ainda assim, apresentar uma concentração de gordura abdominal associada a maior risco. Da mesma forma, a avaliação individual deve considerar outros fatores, como pressão arterial, colesterol, glicemia, histórico familiar, idade, hábitos de vida e atividade física.

Por isso, a avaliação da saúde cardiovascular deve ser mais ampla do que simplesmente olhar para o número indicado na balança ou pelo IMC.

Importante: medidas de cintura são apenas um dos componentes da avaliação de risco e não substituem uma avaliação médica individualizada.

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