São Paulo cria batalhão com 250 policiais e 150 motos para combater roubos e furtos
Novo Batalhão de Resposta Avançada Operacional, o BRAvO, utilizará inteligência criminal, motocicletas e equipes táticas para atuar principalmente em regiões com maior concentração de ocorrências na capital.
A Polícia Militar de São Paulo colocou em operação uma nova estratégia de enfrentamento aos roubos e furtos na capital paulista. O chamado Batalhão de Resposta Avançada Operacional (BRAvO) inicia as atividades com um efetivo de 250 policiais e 150 motocicletas.
A proposta é dar maior mobilidade às equipes, especialmente em regiões de trânsito intenso e locais onde viaturas convencionais encontram maior dificuldade de deslocamento. Entre os crimes que estão no foco da nova unidade estão roubos e furtos praticados com motocicletas, bicicletas e ações contra motoristas no trânsito.
Um dos diferenciais operacionais está em 16 motocicletas que poderão circular com dois policiais. Enquanto um agente conduz a moto, o segundo poderá desembarcar rapidamente para apoiar abordagens e outras intervenções.
Segundo as informações divulgadas sobre a operação, policiais devidamente habilitados também poderão atuar com armamento longo, incluindo fuzis, de acordo com a missão e os protocolos estabelecidos pela corporação.
Inteligência vai indicar onde policiais devem atuar
O patrulhamento não deverá ser distribuído de maneira aleatória.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, informações de inteligência criminal e dados do Muralha Paulista serão utilizados para identificar as chamadas manchas criminais e direcionar o efetivo para locais e horários com maior incidência de roubos e furtos.
A estratégia permite ainda que as equipes sejam redistribuídas conforme mudanças nos índices e na localização das ocorrências.
Policiais atuarão com câmeras corporais
Outro ponto confirmado pela Secretaria da Segurança Pública é que todos os policiais do BRAvO em serviço utilizarão câmeras corporais durante as operações.
O novo modelo começou a operar em 22 de setembro de 2026, inicialmente com ações na capital paulista.
A criação do batalhão também abriu debate entre especialistas sobre a utilização de armamento de maior poder de fogo em áreas movimentadas. Enquanto o Governo de São Paulo apresenta a nova unidade como uma estratégia de resposta mais rápida aos crimes patrimoniais, especialistas ouvidos pela imprensa levantaram questionamentos sobre riscos e protocolos relacionados ao emprego de fuzis durante o policiamento ostensivo.
O desempenho do novo batalhão deverá ser acompanhado pelos próximos meses para verificar o impacto da estratégia sobre os indicadores de roubos e furtos na capital.