Gestão contemporânea pensa sempre à frente de seu tempo e foca ações na qualidade de vida promovendo infraestrutura urbana e serviços de qualidade, mas isso não é observado em São Caetano.
Obras milionárias, muitas delas desnecessárias, executadas na gestão do ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD) com aval dos vereadores, passam por um processo de desmonte no governo Tite Campanella (PL).
Entre as desconstruções, o canteiro central da Avenida Paraíso. A estrutura montada sem qualquer diálogo com a sociedade em meados de 2022 no início deste ano foi removida. Chama a atenção, que na época de sua construção a maioria dos vereadores que hoje estão na Câmara aprovaram a obra. Tite Campanella, inclusive, era presidente da Câmara. Este é apenas um exemplo do processo de desmonte e falta de respeito com a população e dinheiro público.
Tite que tem gritado aos quatro cantos da cidade ser o prefeito do diálogo, com apoio da base governista, não se importa em preservar o erário municipal.
Recentemente, mesmo sendo favorável no passado, removeu a ciclofaixa da Rua Amazonas prometendo um novo trajeto para ela, mas até agora nada.
Américo Scucuglia (PRD), vereador governista, e que aprovou projeto para a viabilidade do anel cicloviário, tem pedido a remoção das faixas exclusivas na Alameda Terracota, sem se importar com o dinheiro gasto.
Será que nenhum destes políticos leram o projeto antes da votação para evitar aberrações e gasto desnecessário do recurso público que poderia ser investido em Saúde e Educação, por exemplo?
Ao que parece, a Câmara nos últimos anos, e deve continuar assim até 2027, é um verdadeiro cartório com despachantes de luxo assinando tudo o que bem da Prefeitura, apenas para agradar a um único senhor.
Para se ter ideia da dimensão do problema dados oficias da Prefeitura indicam que a construção do anel cicloviário interligando nove bairros, dos 15 da cidade, e as ciclofaixas já existentes nos eixos das avenidas Goiás, Presidente Kennedy e Guido Aliberti com o terminal rodoferroviário e ao polo de desenvolvimento econômico e tecnológico do Espaço Cerâmica, foram despendidos R$ 11.557.405,16.