Super El Niño pode provocar até 451 mil mortes, aponta relatório
Estudo do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago coloca o Brasil entre os cinco países com maior risco e alerta para efeitos extremos do calor, das secas e das inundações.
Um novo relatório do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago aponta que mais de 451 mil pessoas podem morrer até junho do próximo ano em decorrência dos impactos associados ao chamado “Super El Niño”.
Segundo o estudo, os países do Sul Global devem enfrentar as consequências mais severas do fenômeno climático. O Brasil aparece entre os cinco países com maior risco de mortalidade, principalmente devido à combinação entre temperaturas extremas, alterações no regime de chuvas e vulnerabilidade social.
Para chegar às projeções, os pesquisadores analisaram fatores como o excesso de calor, períodos prolongados de seca, ocorrência de enchentes e inundações, além da capacidade de cada país de responder e se adaptar a eventos climáticos extremos.
O levantamento considera ainda questões como infraestrutura, acesso à saúde, condições socioeconômicas e exposição da população aos efeitos das mudanças no clima.
Os pesquisadores alertam que os impactos não devem ocorrer de maneira uniforme. Regiões com menor capacidade de adaptação e populações mais vulneráveis tendem a enfrentar consequências mais graves.
No Brasil, o alerta reforça a necessidade de planejamento para episódios de calor intenso, falta de água, enchentes e outros eventos extremos que podem afetar diretamente a saúde e a segurança da população.
A projeção de 451 mil mortes representa uma estimativa baseada em modelos climáticos e sociais, e não uma previsão definitiva. A dimensão dos impactos poderá variar de acordo com a intensidade do fenômeno e com as medidas de prevenção e adaptação adotadas pelos países.